Souvenires e presentes do Alentejo

Viajar é uma delícia e cria memórias incríveis nos turistas. Mas, além destes momentos e das belíssimas fotos, os turistas também costumam levar pra casa presentes e souvenires dos lugares para onde viajam. Com milênios de tradição e cultura, o Alentejo tem arte e artesanato que são excelentes opções de souvenires.

Tapeçarias de Portalegre, tapetes de Arraiolos, mantas de Reguengos de Monsaraz e Mértola, móveis pintados, produtos em couro, cortiça, cobre e barro, por exemplo, são verdadeiramente únicos e muito especiais. Conheça alguns deles.

Tapetes

Primeiramente temos Arraiolos, a vila fortificada a norte de Évora, é o lar de uma indústria de tapetes caseiros muito especiais. Os motivos tradicionais e as malhas intensas dos tapetes de Arraiolos os tornam apreciados há séculos. De fato, este é um dos artesanatos mais antigos de Portugal. Só para ilustrar: cada tapete de Arraiolos é bordado à mão, uma habilidade passada de geração em geração desde o século 12, quando surgiu a indústria caseira pelas mãos dos árabes que dominavam a cidade.

Cobertores

Com uma tradição centenária no Alentejo, os cobertores de lã – conhecidos como manta – foram concebidos primeiramente para os pastores locais se aquecerem nos campos frios no inverno. Posteriormente, passaram a ser usados ​​em casa e hoje têm cores vivas, em sua maioria sólidas ou listradas. As mantas são encontradas em vários tons, e muitas vezes refletem a herança dos lugares em que são feitos.

Cortiça

Portugal é o maior produtor de cortiça do planeta e grande parte dessa cortiça é colhida de forma sustentável no Alentejo. A versatilidade da cortiça está na base de muito artesanato local, a partir de figuras representativas do trabalho agrícola, como os tarros para levar comida (como uma espécie de marmita) e os típicos cochos de cortiça, usados para beber água fresca. Atualmente, além desses produtos mais tradicionais, são variados os objetos e souvenires feitos de cortiça, como, por exemplo, bijuterias e até mesmo calçados.

Tapeçaria de Portalegre

A tapeçaria de Portalegre é única e decorativa, mostrando cenas com imagens vivas. Essas tapeçarias são feitas com uma técnica muito especifica, chamada ponto de Portalegre. Estes são pontos muito detalhados e intrincados que permitem recriar desenhos com perfeição. É uma tradição local altamente valorizada e já foi usada para a reprodução de pinturas de Almada Negreiros, Vieira da Silva ou Vítor Pomar, por exemplo. Tem até um museu na cidade que conta a história deste tradicional artesanato alentejano.

Chocalhos

A confecção de chocalhos tradicionais – os sinos utilizados no pescoço de animais rurais – é uma arte única que existe na região do Alentejo há milhares de anos. Este importante artesanato é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO e está bem vivo nas cidades de Alcáçovas, Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, por exemplo. Nestes locais, a habilidade é transmitida de geração em geração pelos artesãos. Em Alcáçovas existe um Museu do Chocalho com uma coleção de mais de 3 mil chocalhos e as ferramentas utilizadas na sua produção.

Cerâmica

Foto: Ricardo Fonseca

Ao explorar as estradas rurais do Alentejo, o turista encontrará diversas cidades que se aproveitam dos ricos depósitos de argila da região para produção de cerâmicas. A cidade de São Pedro de Corval, por exemplo, é o maior centro oleiro da Península Ibérica e fica perto da fronteira espanhola, não muito longe de Reguengos de Monsaraz. Por lá, existem mais de 30 oficinas onde se pode comprar esses souvenires e ver como eles são feitos.

Na cidade de Estremoz, as figuras de barros são famosas, retratando a vida local, tradições populares e motivos religiosos. Elas são cozidas no forno e depois pintadas à mão e envernizadas. Sua origem remonta ao século 12. Por fim, Nisa é o único lugar do Alentejo que produz peças de artesanato em barro vermelho decorado com desenhos cravejados com pequenas pedras de quartzo.